quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.

Caio Fernando Abreu
[...] sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu Deus...como você me doía! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme...só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Enquanto o professor soltava algumas palavras, meu pensamento estava em você.Cansei de lutar contra o mundo ali, tentando me ver, sai da sala e sentei alguns minutos na escada com o fone no ouvido, nem lutei contra as músicas, ouvia qualquer coisa que me deixasse com o pensamento mais longe do que estava, e você ali, tão perto, em qualquer bloco ao lado. Opitei por descer as escadas, e ir encontrar qualquer pessoa que me tirasse o pensamento, eu andava com o som alto e imaginando você, e você me tampou meus olhos, assim, como se estivesse saindo do meu pensamento, e me abraçando forte sabe, eu só consegui soltar:
- você ainda me mata assim...
 E sorri. Virei e te abracei forte, e deixaria o mundo inteiro lá fora, enquanto você me apertava contra o seu corpo, e me explica? Pra que serve todo esse mundo sem você? Você me beijou antes de ir, e meio sem jeito, sem acreditar eu queria te pedir pra ficar mais uma vida ali...

Ano novo

De uns tempos pra cá muita coisa mudou. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso . Quem me conhece sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo ? A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim . Não aceito mais ser amiga de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas . Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só : Eu . Chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente – com a gente . Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer : Quando o ‘ajudar ao outro’ começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. Ok. Me desculpem, então, os que larguei à deriva . Eu não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. É uma questão de respeito com a minha própria vida. E comigo mesma. Não quero. Não posso . Não vou . Então pra você que acha que eu sou a mesma besta de sempre (que escuta, releva e põe panos quentes), um aviso: Tome cuidado comigo. Porque agora que eu sei o que me é caro, não vou mais deixar barato.

sábado, 5 de novembro de 2011





"Sem medo da morte, porque esta quase história pertence àquele tempo em que amor não matava" cfa


Eu dormi pensando em você, e acordei lembrando do teu sorriso e de como é lindo teus olhos apertados, lembrei de você me olhando com aquela cara de :' - eu sabia que você ia me dizer isso ' e tendo tanta certeza das minhas palavras, de você assim me traduzindo e sabendo tanto sobre as minhas manias. Ando tentando evitar te mostrar tanto, mas afinal eu nunca pensei duas vezes para te falar algo e hoje tá assim explodindo, explodindo você aqui dentro e mesmo eu achando bem impossível eu gostar ainda mais de você, tá acontecendo, tá aqui dentro, tá gritando teu nome e afirmando que não vai passar nunca. Você que nunca andou de mãos dadas comigo, segurou a minha mão na sua perna e me perguntou o que eu estava pensando, e eu quiz gritar: tô pensando na gente, no amor, pensando em tudo e traduzindo em anos, pensando na gente dormindo e acordando juntos e eu te cuidando pra sempre, mas eu sorri e engoli um pouco do amor. E hoje assim, depois do sol, estava a lua, ali sorrindo pra mim e me contando que assistiu a gente, assim como você soletrou, eu me peguei sorrindo sozinha, me olhei no espelho e pedi um pouco mais de você, não me importando em quantas vezes nem se ia demorar muito, nem que haveria uma saudade enorme nos dias de porres, me importando apenas com a gente juntos, sendo um só.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O tempo mudando, abrindo o maior sol.

E foi novembro começando...
Deixei o alcool do lado de fora do quarto e atirei os maços de cigarros no lixo. Eu sabia que você iria vir aqui, ler isso. Eu poderia tentar explicar muita coisa, mas há coisas que são inexplicáveis, 6 anos e esse sentimento que não dói é uma delas. Eu poderia tentar convencer de que nós dois fomos feitos um pro outro, mas disso você sabe... Poderia explicar sobre o seu sorriso e sobre a minha mania de querer ser teu diário, mas você não iria entender. Eu poderia de contar que largaria sim o mundo pra cuidar de você, mas você não acreditaria, então eu vou apenas agradecer pelo teu sorriso e pelos dias dos namorados que você segurou a minha mão. Agradecer por 6 anos e por você ser a senha do meu cartão de crédito, agradecer por outras vidas e por ter vindo aqui hoje pra me avisar que você é do signo da passagem e que tem apenas essa vida pra me ter.