segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
voltaria em novembro
Eu queria te ligar agora e te pedir uma chance, mas sabe uma chance não se pede. queria voltar em novembro e viver só novembro, meio que pra sempre, mas você não acredita no pra sempre, acredita? Queria retirar toda a distância e deixar as coisas simples, você disse que eu complico as coisas, que não é tudo assim confuso, mas é você, é você aquele meu lado impossivel, e queria que o mundo acabasse ali, naquele 2 de novembro, mas não acabou. Queria ser a garota da vez, mas não sei como pedir algo mais sendo que quando estamos ali nada precisa de mais, precisamos apenas de nós. Eu queria que você percebesse as letras brancas nas entrelinhas... com teu nome assim estampado, RAFAEL DO VALE SERRA. Queria descomplicar e te explicar assim, da maneira mais simples, que todos os meus mundos sabem que se você ficar comigo, eu estarei com você.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.” — Caio Fernando Abreu
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Abistinência de mim que é você
Se você me amar e eu te amar, não precisamos da aprovação de ninguém para ficar juntos, como também não precisamos assinar nenhum papel ou aceitar qualquer espécie de jogo. Não acredito que maus fluidos, por mais fortes que sejam, consigam destruir um amor bonito, limpo. CFA
...
E eu me lembro de você quando eu leio Caio, me lembro de você quando atravesso aquela avenida movimentada a qual você um dia me disse que eu não precisava segurar teu braço, que você já estava no segundo ano e já havia aprendido atravessar aquelas ruas...E dou aquele sorriso enorme, boba e sozinha, pois eu seguraria teu braço novamente se fossemos atravessar juntos, e não te soltaria nunca mais se fosse realmente pra ser, e se não fosse pra ser eu te guardaria comigo por mais uns anos, uma vida. Me lembro de você quando eu vejo algumas fotos em que você não esta presente, e eu penso a falta que você faz, e imagino como seria se você estivesse ali e lembro de alguns anos atraz e de como eu me acho uma boba pois pensava em ser loira só pra te conquistar e depois de 4 anos descobri que você só namorou as morenas. Eu lembro de você quando eu sinto o cheiro forte da paz, e do seu sorriso, sabe aquele do qual eu falo sempre? Dos olhos apertados e verdes. Me lembrei de você ontem, quando eu olhei todo aquele lugar e descobri que te levei pra lá tambem, e que te levo pra todos os meus cantos, e que quando eu me deito eu peço bem baixinho para que Deus te proteja e que te mantenha sempre assim conectado comigo. E hoje eu senti mais falta ainda de você comigo, e sempre foi assim, mas as vezes a saudade é maior entende? Talvez não. Mas eu reli os textos de novembro, e passei meu cartão de crédito na hora do almoço, e vi nossa data ali, em outubro, em novembro, e pedi e quase implorei para que cada ano fosse um mês a mais, e que assim eu esperaria mais 10 anos, e depois uma vida inteira, e quando falo em você vem a palavra vida, feito todas as nossas frases cliches e textos sem explicação de pessoa conforto, de realidade inexplicavel e de amor incondicional, e eu já te disse tanto, e eu já escrevi um pouco, mas eu pediria, pediria teu nome no meu, e aceitaria qualquer sim em troca se a gente deixasse de namorar por anos, por segundos, e namorasse por vida, afinal a gente já se enamora tanto...
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Caio Fernando Abreu
[...] sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu Deus...como você me doía! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme...só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Enquanto o professor soltava algumas palavras, meu pensamento estava em você.Cansei de lutar contra o mundo ali, tentando me ver, sai da sala e sentei alguns minutos na escada com o fone no ouvido, nem lutei contra as músicas, ouvia qualquer coisa que me deixasse com o pensamento mais longe do que estava, e você ali, tão perto, em qualquer bloco ao lado. Opitei por descer as escadas, e ir encontrar qualquer pessoa que me tirasse o pensamento, eu andava com o som alto e imaginando você, e você me tampou meus olhos, assim, como se estivesse saindo do meu pensamento, e me abraçando forte sabe, eu só consegui soltar:- você ainda me mata assim...
E sorri. Virei e te abracei forte, e deixaria o mundo inteiro lá fora, enquanto você me apertava contra o seu corpo, e me explica? Pra que serve todo esse mundo sem você? Você me beijou antes de ir, e meio sem jeito, sem acreditar eu queria te pedir pra ficar mais uma vida ali...
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